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José Geraldo Segantin
José Geraldo Segantin

Domingo de Pentecostes

A Festa de Pentecostes anima a Igreja a experenciar a presença e a ação do Espírito depois da ressurreição de Jesus até os dias presentes

Pentecostes sinaliza que somos e formamos um só corpo eclesial de seguidores da missão e da obra de Jesus Cristo. As diferenças nos modos de louvar, pensar, orar, manifestar não nos devem impedir de trabalhar juntos para que o reinado de Deus tenha sua manifestação entre nós.

1ª LEITURA — ATOS, 2
O livro de Atos dos Apóstolos reconstrói o movimento de Jesus depois de sua ressurreição e possui três características fundamentais: é um movimento animado pelo Espírito; um movimento missionário, e um movimento cuja estrutura básica é representada pelas pequenas comunidades domésticas. O tempo posterior à ressurreição de Jesus é, desse modo, um tempo privilegiado do Espírito Santo e é exatamente isso que o livro de Atos resgata. Eis, porque muitos o chamam de “ Evangelho do Espírito Santo” e que os Atos dos Apóstolos magnificamente, sintetiza: “receberão a força do Espírito Santo para serem minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os extremos da Terra”.
O Livro dos Atos narra os dois modos que o Espírito Santo trabalha pela unidade da Igreja: de um lado impulsiona a Igreja para fora, para abraçar na sua unidade um número sempre maior de povos e culturas, e de outro lado para dentro, para fortalecer-se na unidade. Anima a Igreja se estender para a universalidade e a viver a unidade na pluralidade.

2ª — 1ª CARTA AOS CORÍNTIOS 12
De onde surgem as divisões no seio das nossas comunidades? Das invejas, dos ciúmes de alguns em relação aos outros. Na comunidade de Corinto os cristãos não eram melhores do que os de hoje, cometiam os mesmos pecados, tinham os mesmos defeitos. Na verdade estavam divididos por causa dos diversos carismas (isto é, dos diversos dons) que tinham recebido de Deus.
Paulo escreve a estes cristãos para lembrar-lhes que os muitos dons, as muitas qualidades que cada um deles tem, não lhes foram dados para criar divisões, mas para promover a unidade. Para mais facilmente conseguir convencer os cristãos do ideal da unidade e do serviço mútuo, Paulo se serve da analogia do corpo. Os cristãos formam um só corpo, composto de muitos membros. Cada membro deve cumprir a sua função para o bem de todo o organismo. Assim acontece com os diversos dons dos quais está dotado cada membro da comunidade: servem para que cada um possa manifestar aos outros o seu amor, mediante a prestação humilde de serviço.

EVANGELHO — JOÃO 20
O Evangelho de hoje narra o primeiro encontro de Cristo ressuscitado com os seus discípulos. João nos diz que foi justamente neste primeiro encontro que Jesus comunicou o seu Espírito aos apóstolos, mediante o gesto de soprar sobre eles.
No povo de Israel estava muito difundida a ideia de que os homens praticavam o mal porque estavam possuídos por algum espírito mau e o povo se perguntava: quando acabará esta triste situação? Cada um de nós passa por esta experiência do espírito mau dentro de si. É aquela força que nos impele à embriaguez, à prostituição, ao adultério, ao roubo.
E quando Deus arrancará do nosso coração este espírito mau? Segundo o que nos ensinam inúmeros textos do Novo Testamento, nós acreditamos que esta transformação interior é operada pelo Batismo.
Ao examinarmos nossa vida, provavelmente vamos admitir que praticamos injustiças, que temos ódio, que nos deixamos dominar pelo mal, mais ou menos como antes do batismo. O que destrói o pecado é a presença do Espírito. Quem recebeu este dom não deve, porém, guardá-lo para si, deve comunicá-lo aos outros. Onde o Espírito entra, o pecado é destruído.
A Igreja deve criar condições para que o Espírito entre no coração de todos os homens. As palavras de Jesus são, pois, apelo à responsabilidade. Todos os discípulos de Cristo devem estar conscientes de que pecados não serão apagados se não se comprometerem a criar as condições, a fim de que todas as pessoas abram o próprio coração á ação do Espírito.

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br




Comentários sobre esta notícia


Cartas

Pontos de vistas


Jamais tirando o mérito do artigo de Corrêa Neves Júnior, e, (aliás), parabenizado-o;, e nem tampouco, sendo conivente com o caso de padres, pais, parentes e tantos outros pedófilos, se padre Dé foi considerado/condenado pedófilo, com certeza a igreja, a justiça e a sociedade irão condená-lo. Ainda que afastado de suas funções dentro da Igreja, ele, pelo código canônico, não será excomungado. Quero deixar claro que, graças a Deus, temos uma imprensa livre, e que ajuda, e muito, a clarear e desmistificar conceitos e preconceitos, a melhorar o bem comum. Que não aconteça de uma pessoa ser inocente e ser condenada, como quase aconteceu comigo quando fui socorrer uma vítima de acidente de trânsito. Sai de dentro de minha casa, e – não são as pessoas que me ajudaram a socorrê-la –, ela disse que eu é que tinha causado seu acidente. (Leia ‘Gazetilha’).

Everton Pereira

Franca - SP

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É muito engraçado falar das leis de Deus a quem segue sua própria lei. Muda para a Holanda ou prá Suécia, onde tudo é liberado... (...) Deus criou primeiro o homem, e depois, a mulher, para que ele não ficasse sozinho. Não criou dois homens, nem duas mulheres... Cuidado (...): a liberdade mora ao lado da perdição.

Carlos Ribeiro

Franca - SP

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Parabéns, sr. Corrêa Neves Jr.! Ótimo artigo! Ainda bem que vivemos em Estado de Direito laico. Na minha opinião, o padre ganhou, com a excomunhão. Quanto ao ponto de vista do leitor Carlos Ribeiro, ideia perigosa! Qualificar como inapropriadas as relações homo-afetivas, baseado nessa historiazinha de que Deus criou o homem, e depois, a mulher?! Seja mais lúcido!

André

Franca - SP

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Discordo da opinião (do articulista). Primeiro: um erro não compensa o outro. A igreja erra, sim, em não excomungar pedófilos. Aliás, é caso de polícia. Todo pedófilo, seja católico, protestante, espírita etc. deve ir preso. (...) Segundo, com certeza o GCN tem políticas de comportamento, código de conduta etc. Se um funcionário insistir em descumprir, será convidado a se retirar da empresa. A igreja tem código de conduta: a Bíblia. Se (padre) não seguir esse código, não pode ser funcionário da igreja. (...) Terceiro: o ritmo é forte e crescente. Estão surgindo igrejas fast-food. Você junta o que interessa e tira o que não interessa. (...) Assim, se é gay, e a igreja não concorda com sua conduta, ele vai para a igreja fast-food que não considera pecado o seu comportamento. Se o casal vive junto sem ser casado pelo matrimônio, o que faz? Vai na igreja fast-food que aceita. (...) Você seguir, ou não, a Bíblia, não te faz um mau-caráter, bandido etc., mas a palavra de Deus é a Bíblia. Não pode ser fatiada para adaptar-se ao que se acha certo ou não.

Douglas

Franca - SP

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O trabalho do jornal é comunicar fatos, e não, dar opinião. A igreja Católica Apostólica Romana está correta em tomar essa atitude. Se o padre não concorda com a lei de Deus, não (tem) que ser padre. Pode realizar o que acha correto, menos usar a doutrina prá colocar sua opinião. Não é a (vereade) daigreja católica (...) mas sim, a verdade de Deus. (...) As pessoas só pensam em modernidade, em nova era, tudo deve ser aceito, tudo está correto, qualquer um pode escolher o sexo que quiser, pode usar as drogas que achar melhor, se prostituir quando bem entender. Onde está a família, os bons costumes? Os pais rezando com os filhos, puxando a orelha quando fazem algo errado? Só para esclarecer, Deus ama a todos nós, pecadores; não faz distinção de ninguém, mas ama o ser humano, não o nosso pecado. Essa é a diferença de querer buscar a santidade.

Tânia Faciroli

Franca - SP

“Por que, então, o prefeito...’


Acho que nosso prefeito (está se) perdendo em desculpas. Se a intenção era fazer da Expoagro uma feira mais técnica, sem shows, por que, então, abriu licitação e um pregão de emergência para contratar empresa e realizar shows? Por que lutou para levar a Virada Cultural Paulista para o recinto da Expoagro, com um show de peso como os Titãs? Acho que esse discurso não engana a população. Está querendo subestimar a inteligência da população com esse discurso de festa da família, querendo tapar o sol com a peneira. Seria muito mais bonito e teria menos impacto se ele tivesse assumido a falha publicamente, ao invés de ficar tentando arrumar desculpas...

Andrelino Roberto de Faria

Franca - SP

 

Mãe, de 15 anos, é suspeita


A reportagem em que a mãe-garota de 15 anos quebrou 7 costelas do filho-bebê de 7 meses, já é efeito das pregações do padre Beto, que foi excomungado. Ele disse que sexo é instrumento de prazer e não é pecado fora do casamento, e que tudo pode. Então, criança de chupeta também sente prazer e vai ter filhos e brincar com eles como bonecos. É claro que pode quebrar algumas partes (...). “Relações pré-casamento não são pecado, mas fundamentais para que cheguem ao matrimônio mais conscientes de suas escolhas”. Quando (...) ela for adulta e puder casar, (já saberá que) bebê não é de pano e que não pode jogar no teto nem pular em cima... E se a bissexualidade é possível, neste caso, amar animais também é possível, (...).

Carlos

Franca - SP

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