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Edson Arantes
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Rivalidade

Deputado espera transformar Franca em Região Metropolitana

A rivalidade entre Franca e Ribeirão Preto ultrapassou as fronteiras locais e foi parar na Assembleia Legislativa de São Paulo. O assunto promete render ou dar samba, para fazer trocadilho com a profissão de um dos políticos envolvidos. No dia 10 de maio, foi publicado no Diário Oficial projeto de lei dos deputados Pedro Bigardi e Leci Brandão, ambos do PC do B, que cria a Região Metropolitana de Ribeirão Preto. De acordo com a proposta, a RM abrangeria 50 cidades, incluindo Franca e 22 municípios da região administrativa local.

O deputado Roberto Engler (PSDB) não gostou de ver Franca colocada na condição de sub-região. No mesmo dia, ele apresentou uma emenda excluindo a região administrativa de Franca do projeto idealizado pela deputada/sambista. Ao mesmo tempo, o tucano protocolou uma proposta para criar a Região Metropolitana de Franca. Ela seria formada pelas cidades que já compõem a região administrativa e teria os municípios de Ituverava e São Joaquim da Barra, como sub-regiões.

Como os dois projetos deram entrada agora na Assembleia, ainda não há prazos estabelecidos. A tramitação leva tempo e muita água deverá passar debaixo da ponte antes da votação. O deputado disse que sua reação foi no sentido de provocar a discussão e fazer com que a eventual criação da RM seja debatida de forma ampla com a sociedade e lideranças locais. A criação de uma Região Metropolitana é defendida sob a justificativa de que acelera o processo de desenvolvimento dos municípios que passam a negociar em bloco, aumenta a possibilidade de captação de recursos, aumenta o limite de financiamento para determinados programas, como o Minha Casa Minha Vida, e transforma em chamadas locais os interurbanos entre as cidades da mesma região.

RELAÇÃO ABALADA
O casamento entre o PP de Graciela Ambrósio e o PTB do vice-prefeito Ary Balieiro, que sequer superou o período de lua de mel, já dá sinais de desgaste. Entre os petebistas há quem diga que uma separação é algo possível de acontecer. Tudo por conta da indicação do vice. Uma ala do partido não concorda que a escolha do nome seja feita pelo PP. Defende que o PTB deveria se impor e indicar seu representante.

CAUSA DO DESGASTE
O descontentamento dos petebistas ficou evidente na última sessão da Câmara. Líder do partido, Vanderlei Tristão não gostou de ouvir que o PP prefere um empresário como vice. Neste caso, ele e os demais vereadores do partido perderiam espaço e cresceriam as chances de Eurípedes Barsanulfo, conhecido como Renê, dono de uma gráfica, ficar com a vaga. Ao contrário de caciques do partido, ele chegou agora e tem pouco tempo de filiação. Se as arestas não forem aparadas, a garantia de apoio incondicional será revista.

RACHA INTERNO
Dificilmente algum membro do partido admitirá a possibilidade. Mas a chance de uma intervenção no diretório municipal do PMDB é cada vez mais real. Quem acompanha de perto os bastidores da política sabe que o clima interno azedou de vez. Uma ala avalia que o partido não tem condições de lançar candidatura própria e defende uma composição com outras legendas para sair como vice. João Rocha não concorda e insiste em lançar seu nome. Ele teria a garantia, não confirmada oficialmente, de Baleia Rossi, presidente do diretório estadual, que será o nome do partido. Fábio Liporoni, Milton Baldochi e Aírton Sandoval não veem a ideia com bons olhos. Novidades podem e devem surgir nos próximos dias.

QUERO A PREFEITURA
Ubiali (PSB) ficou satisfeito mas não se empolgou com a informação de que o Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável a pedido de cassação por infidelidade partidária do deputado Gabriel Chalita que trocou o PSB pelo PMDB para disputar a Prefeitura de São Paulo. Na hipótese da cassação se confirmar, Ubiali ficaria em definitivo com a vaga. Ele é suplente. Entende que, se alguma decisão a respeito tiver que ser tomada, tem que ser até o fim de junho. “Depois, começará a campanha e será pouco provável que aconteça alguma alteração.” Uma coisa é certa: mesmo que ganhe a vaga, Ubiali não desistirá de disputar as eleições para prefeito. Ele deverá deixar o cargo e entregar a vaga de deputado para Márcio França no começo do próximo mês.

PLANTÃO MÉDICO
Em fase final de recuperação de uma cirurgia, o secretário municipal de Finanças, Sebastião Ananias, deverá reassumir suas funções segunda-feira. Após passar por maus bocados e penar no CTI por 12 dias, ele não vê a hora de voltar ao trabalho.

GPS
Boa notícia para os vereadores. Já que está faltando rua para batizar na cidade, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) acaba de sancionar lei que autoriza a denominação de vias e estradas rurais. A proposta foi apresentada por Laércinho (PP) sob a justificativa de que a identificação vai melhorar a localização das estradas. Placas com os nomes e divulgação de publicidade poderão ser colocadas ao longo do caminho.

PARTO PREMATURO
Falando em batismo, a Câmara aprovou, terça-feira, projeto do vereador Silas Cuba (PT) que denomina de Poeta Josaphat Guimarães a Praça da Juventude que está sendo construída no Jardim Redentor.

SUMIDO
Alguém viu o Alexandre Ferreira por aí?

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br




Comentários sobre esta notícia


Cartas

‘Matando mais que na capital’


Sem querer generalizar, a maioria dos motoristas francanos não têm um pingo de educação, são irresponsáveis e despreparados. O fulano comete uma infração, o ciclano buzina para lhe chamar a atenção e o fulano ainda acha que tem razão e sai xingando. É o cúmulo do absurdo. Se parar em um cruzamento de Franca verá que, entre dez motoristas, sete cometem algum tipo de infração: falando ao celular, ultrapassa sinal vermelho, não respeitam ‘pare’ etc, etc.

S. F. C.

Franca - SP

Querem só os direitos


Luiz Neto, amo o que você escreve, mesmo sabendo que é a realidade nua e crua. Infelizmente as crianças e adolescentes da atualidade não aprenderam o significado de educação, ética, bom senso e, principalmente responsabilidade. Querem ter o direito de tirar carta, entrar em locais proibidos, participar de festas open bar, mas, em se tratando de estudar, trabalhar, respeitar os mais velhos e responder por seus atos, isso não. (...) foi-se o tempo em que aluno chegava à escola educado de casa. Hoje, pais falam em alto e bom som que é professor quem tem que educar. “Ganham para isso”, dizem. O coitado do professor nem pode se defender pois as leis protegem alunos e suas famílias. Ninguém o defende, mas ele que experimente chamar a atenção de uma criança ou adolescente. Vi o vídeo recomendado por sua coluna. Fiquei chocada. É o retrato de pais criando cobrinhas (sic). (Leia aqui).

Ana Célia de Freitas

Franca - SP

 

Redução do ICMS


O raciocínio apresentado é puramente matemático e inconteste, mas, na prática, a teoria é outra (...). O varejo já requereu desconto dos 5% apontados. Quanto às empresas Simples Nacional, há muito são obrigadas a ter preços que compensem o crédito de ICMS pelo varejo, senão estão fora da competição. (...). Muitas delas estão com alíquotas igual ou acima de 7% e proporcionam crédito em torno de 3% ao varejo, prejudicando sua competitividade.

Carlos Roberto Gomes

Franca - SP

*****

Cumprimento o articulista. O texto tem a mesma clareza e inteligência que Guilherme Oliveira mostra no dia-a-dia da advocacia. Gostaria de acrescentar, apenas para tentar enriquecer, que, ao reduzirmos o ICMS do calçado paulista não podemos esquecer que o produto que, a princípio, seria vendido ao lojista por exemplo, a R$ 50,00, poderá ser vendido pela indústria por um preço menor, compensando, de certa forma, a redução do imposto a ser abatido na próxima etapa de circulação.

Júlio César

Franca - SP

*****

Quando alguém de visão míope é o timoneiro de um navio que dá grandes sinais de estar naufragando, temos um problema real. A indústria sofre por não ter se preparado para enfrentar concorrência que se mostra mais ágil, profissional, disciplinada e com maior capacidade de visão de curto prazo para atender demanda global de clientes ávidos por novidades. Enquanto os donos de fábricas aqui ficam com a canequinha em punho pedindo isenção de tributos, nossos concorrentes asiáticos confeccionam calçado em menos de uma hora, o distribuem em menos de três dias e lançam novidades a cada minuto. E o nosso querido timoneiro, ao invés, de lutar por recursos que viabilizem a automatização do parque industrial ou buscar linhas de crédito para investimentos em tecnologia, fica achando que um desconto de 5% vai gerar mais empregos e resolver os problemas do navio que naufraga lenta e continuamente. Meus votos de boa sorte ao setor, pois só o fator sorte pode salvá-los.

Marcus

Franca - SP

 

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