Policiais civis e militares ouvem instruções de seus superiores antes da iniciativa
Policiais civis e militares realizaram, na noite de ontem, a “Operação Flanelinha” por toda a cidade. Os agentes percorreram vários pontos de ação dos mesmos, principalmente nas regiões de bares, para deter os guardadores de carros que trabalhavam sem registro no Ministério do Trabalho. Quinze homens foram identificados e apresentados no Plantão Policial, em dez ocorrências. Eles foram fichados e autuados e responderão o processo em liberdade. A operação foi desencadeada em várias cidades do Estado, com a autorização da Secretaria de Segurança Pública.
A ação teve início por volta das 19 horas e terminou perto das 21 horas. Os policiais se reuniram em frente a Delegacia Seccional de Franca, no Centro, onde ouviram as primeiras instruções do delegado assistente da Seccional, Wanir José da Silveira, e do coordenador operacional e de estratégia da Polícia Militar de Franca, capitão Marcelo Trevisan. Civis e militares foram divididos em três grupos e se espalharam pela cidade. “Foram percorridas todas as regiões, principalmente Centro e alguns bares onde a maioria desses ‘flanelinhas’ atuam”, disse o delegado plantonista Djalma Batista.
Entre os 15 detidos, estava o guardador Francisco Pinto Ferreira, 57, morador na Vila Santa Terezinha. Ele foi detido por policiais em um bar na avenida Alonso y Alonso, no Jardim Consolação, e contou que trabalhava no local havia três semanas, mas que não “cobrava de ninguém”. Por ter um problema na perna, Ferreira diz que não pode trabalhar. “Estou pelejando para aposentar. Já tem seis meses que estou tentando. Me chamaram para fazer esse servicinho e eu fui. Não coloco preço é o que me derem. Tinha dia que ganhava R$ 30, R$ 40, e tinha dia de R$ 60 (sic)”, contou o guardador.
Outro levado à delegacia pelos policiais foi o vigia Marcelo Henrique Moura, 37, morador em um barracão no Jardim Veneza, onde cuida do local. O trabalho de “flanelinha”, em frente a um restaurante na avenida Champagnat era para complementar seu orçamento. “Quatro anos que eu trabalho ali. Graças a Deus conquistei espaço e o respeito de todos. Nunca teve uma reclamação sobre mim. Até eu conseguir dar a volta por cima em minha vida, dependo dessa humilhação que estou passando”, lamentou-se Moura.
Todos foram qualificados nos boletins de ocorrência e tiveram seus históricos criminais averiguados, sendo liberados. “É uma contravenção penal, consequentemente, a Justiça irá decidir a punição”, disse o delegado.
Comentários sobre esta notícia
andreia
30/07/2012 :
Está de parabens a Policia Militar, peço ainda que aguardem algum tempo e tornem a realizar esta operação. Muitos destes que dizem que olham os carros tem condiçoes de arranjar profissão mais digna e menos periculosa. Alguns realmente nos intimidam, são usuários de drogas e quando conseguem dinheiro o suficiente abandonam o local para fazer uso de entorpecente. Não tenho preconceito contra nenhuma profissão, mas penso que o cidadão comum tem que ser preservado.
lucas
29/07/2012 :
Acho o Cumulo do Absurdo ter de PAGAR para colocar nosso Veiculo EM LOCAL PUBLICO que no caso cabe a Segurança do Estado dar segurança a nós !
Agora existem outros meio de trabalho do que FINJIR que estão olhando carros, quando na verdade pro Direito VIA PUBLICA Não tem Custos para estacionar.
Wellington Daniel Dias
29/07/2012 :
Todas as vezes que eu dei dinheiro para esses caras,só o fiz porque me senti ameaçado.
No termino do evento(ex. Castelinho),quando saí lá fora simplesmente não encontrava a pessoa que pegou o meu dinheiro.
Eu sempre frequenta uma pizaria em uma determinada avenida,mas mudei de estabelecimento para deixar de me sentir refém dos guardadores mau encarados que ficavam lá na rua.
CARLOS WILSON
29/07/2012 :
VOCÊS JÁ FORAM VITIMAS DE ROUBO DE CARRO OU TIVERAM PERTENCES FURTADOS DE SEUS CARROS? EU JÁ PASSEI POR ESTA DUAS SITUAÇÕES.
Tudo bem, os flanelinhas contraventores serão afastados de seu postos de rabalho até aqui tudo legal. Agora eu gostaria de saber o que as polícias vão fazer para dar segurança a população e aos frequentadores da noite que deixam os seus carros na rua. É preciso que se divulguem as ações, para que os ladrões não se atrevam a roubar pertences ou carros das pessoas. Eu entendo que a segurança é dever do Estado, acho até mesmo que um carro roubado se não achado pela polícia, o Estado deveria da outro a vítima. Eu acho que só assim os efetivos das polícias seriam aumentados com a finalidade de dar segurança a população. Bom seria que o governo tomasse outras providências para ajudar as pessoas, para que elas não dependam deste tipo de trabalho humilhante como disse um senhor a reportagem.
Márcio
29/07/2012 :
Sr. Luiz só para seu conhecimento muitos guardadores são assaltantes ou já tem passagens por roubo. Parabéns a ´Polícia Militar!!!!
SINGAERJ - Sindicato dos Guardadores de Automóveis no Estado do Rio de Janeiro e Região
29/07/2012 :
O Sindicato dos Guardadores de Automóveis no Estado do Rio de Janeiro e Região - SINGAERJ, ESCLARECE aos leitores deste veículo de comunicações que:
• A atividade econômica dos “guardadores de automóveis (trabalhadores autônomos)”, foi criada através da PORTARIA Nº 53 DE 16 DE JUNHO DE 1950, do MINISTÉRIO DO TRABALHO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO, atendendo a proposta da “Comissão do Enquadramento Sindical”, e publicado no “Diário Oficial” do dia 21 de junho de 1950
• O reconhecimento da categoria autônoma veio por meio de leis e decretos, dentre os quais se destaca o DECRETO FEDERAL n° 79.797 de 08 de junho de 1977, que regulamentou o exercício das profissões de lavador e guardador de veículos autônomos, nos termos da Lei N° 6.242 de 23 de setembro de 1975, tirando esses humildes, mas honrados profissionais do anonimato e da marginalidade a que desavisados e truculentos policiais tentavam renegar com prisões e sucedâneos
SINGAERJ - Sindicato dos Guardadores de Automóveis no Estado do Rio de Janeiro e Região
29/07/2012 :
• Quando o indivíduo se apresenta ao usuário cobrando preços públicos, sem a competente regulamentação do estacionamento e sem ter o seu registro profissional no Ministério do Trabalho, ele é considerado “guardador ilegal” e/ou “flanelinha” podendo ser enquadrado no art. 47 – exercício ilegal da profissão ou atividade econômica, do DL nº 3668/1941 – Lei das Contravenções Penais
• É justamente que, em face disso, o guardador autônomo de veículos não pode e nem deve ser confundido como “flanelinha”, pois, apoiado na alavanca das leis vigentes que viabilizaram o exercício profissional, contribuem, para os cofres públicos, com até 20% (vinte por cento) da receita aferida nos estacionamentos públicos.
luiz
28/07/2012 :
Legal, e quando e que eles vão tomar coragem e ir atras dos assaltantes ??? Essa policia de franca gosta de fazer um teatro. Criem vergonha na cara e vão fazer o que a população espera de vcs.
wesley
28/07/2012 :
Acho certo a ação da policia!
Tem sim muitos que trabalham Honestamente,porem tem 6 duzia ai que não valem nada!
Digo isso de experiencia própria,eu tenho um estacionamento noturno,regularizado,nas imediações do distrito,e em um certa época os flanelinhas,esses as maças podres infernizavam o local!
Os caras recebiam das pessoas que paravam na rua,e iam embora,as vezes até mesmo roubavam os veículos!
Davam o maior trabalho.
PAMELA STRADIOTTI
28/07/2012 :
ótima operação! Estão de parabéns...
Mas sabemos que 15 é um número pequeno demais, pois existem muito mais flanelinhas nos importunando a noite!!!
Va
28/07/2012 :
Até que enfim alguem tomou providencia, não sou contra o trabalho dos flanelinhas, mas tem vezes que não temos dinheiro e eles chegam até a nos ameaçar, afinal acho que não temos obrigação de dar nada pois pagamos todos nossos impostos e 3 ou 4 reais que temos que pagar a eles por di pesa no orçamento.