Franca tem a nona gasolina mais cara entre os 25 maiores municípios do Estado de São Paulo. Dados da ANP (Associação Nacional de Petróleo), referentes à semana passada, mostram que o valor médio do litro do combustível na cidade é de R$ 2,65. Franca, que ocupa a 21ª posição no ranking dos municípios mais populosos do Estado (de acordo com o Censo do IBGE em 2010), só apresenta gasolina mais barata que Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Carapicuíba, Piracicaba, Guarujá e Suzano. O derivado de petróleo é mais caro no Guarujá (média de R$ 2,76) e mais barato em São Bernardo do Campo e São José dos Campos (ambos com média de R$ 2,55).
Entre o mesmo grupo de cidades, o álcool de Franca é o 12º mais barato - valor médio de R$ 1,76. Limeira foi a cidade com o preço do etanol mais baixo (R$ 1,69 em média). Guarujá novamente oferece o mais caro (R$ 1,95).
De acordo com um gerente de posto de gasolina que não quis se identificar, o motivo da gasolina de Franca ser mais cara que em outras cidades é o transporte. “As empresas fornecedoras nos informam que o frete para Franca encarece o produto”, justificou.
O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) de Franca, Marco Antônio do Nascimento, confirma o frete como o principal causador do valor mais alto, mas explica que a variação entre os preços no Estado não é grande. “O preço de custo é o mesmo para todos os postos e as despesas geralmente não mudam de estabelecimento para estabelecimento”, completa. A diferença entre a gasolina mais cara e a mais barata (entre as 25 maiores cidades do Estado de São Paulo) é de apenas R$ 0,21, e a do álcool corresponde a R$ 0,26.
De acordo com Nascimento, o fato de os combustíveis mais caros se localizarem no Guarujá é atribuído ao movimento turístico da cidade. “Como cidades litorâneas recebem muitos visitantes durante o fim de semana e os donos de posto de gasolina aumentam os preços dos combustíveis para lucrar mais.”
ÁLCOOL OU GASOLINA?
Os motoristas de carros flex podem ficar em dúvida sobre qual combustível usar, álcool ou gasolina, mas uma simples conta pode resolver a problema. “Divida o preço do etanol pelo da gasolina. Resultados inferiores ou até 70% dão vantagem para o combustível vegetal. Mais que isso, o derivado do petróleo é a melhor opção”, orienta Eduardo Lopes, coordenador de Produto da empresa Ticket Car.
O empresário João Gustavo Junqueira, que possui um carro flex, costuma usar essa regra no período de entressafra do álcool para verificar qual combustível compensa mais, mas afirma que, em 90% no tempo, utiliza o etanol por questões ambientais.
Já o bancário Paulo Nocera Alves e o representante comercial Everton Pereira reclamam que o preço da gasolina é bastante alto. “O operário sente no bolso”, queixa-se Alves. “A gasolina poderia ser mais barata”, completa Pereira. Ambos possuem veículos flex e fazem uso da conta matemática descrita por Lopes para escolher o combustível a ser usado.
De acordo com os dados da companhia Ticket Car, o motorista brasileiro, no geral, gastou R$ 2,85 por litro de gasolina e R$ 2,29 por litro de etanol no mês passado. É mais vantajoso abastecer os veículos com gasolina em quase todos os Estados do País, com exceção de São Paulo, Goiás e Mato Grosso, onde o etanol compensa mais.
