Na sua casa, você usa mais as lâmpadas fluorescentes (de luz branca e que iluminam bem) ou as incandescentes (que emitem luz mais fraca e amarela)? Hoje, as segundas ainda podem ser encontradas em Franca, mas aqui, assim como em todo o Brasil, a tendência é que elas desapareçam das casas e estabelecimentos comerciais com o tempo.
O motivo é que as lâmpadas de 100 watts ou mais deixaram de ser produzidas no Brasil desde o último dia 30. As de menor potência também serão descontinuadas a partir do ano que vem. Essa decisão foi tomada para incentivar o uso das lâmpadas fluorescentes e LED, mais econômicas e duráveis que as incandescentes. Com isso, o Brasil segue à risca a medida criada pela Agência Internacional de Energia, que pretende diminuir o consumo de energia em todo o mundo.
Mas, antes mesmo do encerramento da produção das lâmpadas incandescentes, a população francana já mostrou que está aderindo ao modelo fluorescente, uma tendência que também pode ser percebida no comércio (veja mais abaixo). A secretária executiva Caroline Silvério já não tem nenhuma lâmpada incandescente na sua casa. “As fluorescentes duram mais e gastam menos energia”, comenta. O chanfrador Danilo Rodrigues também prefere esse modelo, principalmente pela economia nas contas de luz.
Mas então as lâmpadas fluorescentes são realmente melhores do que as incandescentes? De acordo com o engenheiro de Projetos da CPFL Juliano Garcia Campos, a resposta é sim. “A diferença básica entre as duas é a potência. Uma lâmpada incandescente de 100 W (watts) de potência pode ser substituída, mantendo-se a mesma qualidade de iluminação, por lâmpadas fluorescentes tubulares de 32 W, 28 W, ou ainda por uma lâmpada fluorescente compacta de 25 W, apresentando reduções (de energia) significativas de até 70%”, esclarece.
O Cate (Centro de Aplicações de Tecnologias Eficientes), um projeto do Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica), com sede no Rio de Janeiro (RJ), também aponta duas outras vantagens das lâmpadas fluorescentes: elas consomem cerca de 65 a 75% menos energia do que as lâmpadas incandescentes (uma característica diretamente ligada à potência: quanto maior a potência, maior o consumo) proporcionando uma economia nas contas de luz. Além disso, a vida média das fluorescentes é de oito a dez vezes maior do que a das incandescentes.
O docente auxiliar do Colégio Industrial Doutor Júlio Cardoso Wagner Rubens de Carvalho, apresenta outra vantagem das lâmpadas fluorescentes. “No geral, as lâmpadas incandescentes podem ser substituídas pelas fluorescentes sem qualquer mudança na infraestrutura ou fiação da casa”, assegura. “Se houver casos em que a estrutura do local não permite o uso das fluorescentes, é uma situação específica, e não geral. Cada casa é um caso”.
Campos indica ainda que as lâmpadas de LED podem ser as substitutas das fluorescentes, já que, além do consumo das primeiras ser ligeiramente inferior, elas têm uma vida útil cinco vezes maior do que as últimas.
A venda das lâmpadas incandescentes acima de 100 watts no Brasil vai até o dia 30 de junho do ano que vem.
FLUORESCENTE DOMINA COMÉRCIO
Em Franca, o uso das lâmpadas incandescentes está diminuindo rapidamente. O Se Liga fez uma pesquisa em diversos supermercados de Franca, e, em todos eles, o modelo fluorescente (também chamado de eletrônico) ou é o mais vendido, ou tem se popularizado.
No Supermercado São Paulo, por exemplo, as vendas se dividem igualmente entre os dois tipos de lâmpada, mas, de acordo com o proprietário, Aparecido Ponce, a venda das incandescentes já chegou a 90%, mostrando um crescimento do modelo fluorescente. Já o gerente do Supermercado Lopes, Vicente de Paulo, revela que as vendas das lâmpadas incandescentes são bastante inferiores às eletrônicas, o que também se percebe no Supermercado São Mateus.
A situação é semelhante na rede de supermercados Savegnago, que possui três lojas em Franca. “O modelo eletrônico é responsável por 80% das vendas em toda a rede, com as incandescentes representando os outros 20%”, explica o gerente de marketing, Valdir Ribeiro.