Os preparativos para a maior festa popular de Franca estão a todo vapor. A Associação do Paiolzinho escolheu na última semana a RH Produções para organizar, pelo segundo ano consecutivo, a Expoagro (Exposição Agropecuária de Franca). No ano passado, com shows de grandes artistas, como Paula Fernandes, Gusttavo Lima e Jorge & Mateus, a empresa atraiu um público de mais de 250 mil pessoas em três semanas de festa. Este ano, a 43ª edição da feira está marcada para acontecer de 18 de maio a 3 de junho no Parque de Exposições “Fernando Costa”. Os organizadores prometem uma festa ainda maior e melhor que a de 2011. Serão 17 dias com exposições de animais e máquinas agrícolas, torneios, parque de diversões, praça de alimentação e 9 shows com grandes nomes da música brasileira - de quinta a sábado - mais apresentações com artistas regionais aos domingos. Haverá ainda um show gospel na primeira terça-feira do evento.
A Associação do Paiolzinho é a promotora do evento e quem cuida da definição de toda a parte agropecuária, tipos de animais em exposição, bem como os torneios que serão realizados e suas respectivas premiações. Cabe também à associação a escolha da empresa organizadora da parte artística da festa, o que foi feito na semana passada, a menos de dois meses do início da Expoagro. Segundo o presidente da Associação do Paiolzinho, Carlos Alberto Rodrigues, a demora ocorreu devido a “desencontros internos”. “Estudamos todas as propostas e chegamos à conclusão de que a da RH seria a melhor opção, tendo em vista o sucesso da Expoagro 2011 e a proposta de investimento e comprometimento apresentada para este ano.” A RH concorreu com outras quatro empresas.
Dentre os critérios que definiram a RH Produções como vencedora, Rodrigues destaca a apresentação de um projeto interessante, com uma grade de shows atrativa, respaldo na feira de animais, serviço de segurança e de atendimento ao público, além do detalhamento de como será aplicado o valor proposto para investimentos no evento.
Para a realização da Expoagro, a associação não destina dinheiro aos organizadores da parte artística nem a Prefeitura faz qualquer repasse de recursos para ajudar na feira. O modelo, aprimorado ao longo dos últimos anos, permite que a Expoagro seja autossuficiente.
“Antes, a feira dava prejuízo para a Prefeitura. Agora, ela se paga e não precisamos fazer qualquer aporte financeiro. A Prefeitura não põe um centavo na exposição e só ajuda na organização da parte técnica. O risco é todo do organizador”, explica Alexandre Ferreira, secretário de Desenvolvimento de Franca.
SHOWS
O diretor da RH Produções, Rodrigo Henrique de Oliveira, trabalha em ritmo intenso e corre contra o tempo para concluir a contratação dos artistas. “O atraso que houve na definição da empresa organizadora gera para nós um risco de perder artistas de ponta, como a dupla Fernando & Sorocaba, por exemplo, cuja agenda de shows é fechada com muito antecedência”, lamenta. Segundo Rodrigo Henrique, nenhum contrato é formalizado antes da definição da empresa organizadora. “Tínhamos uma pré-reserva, como outras empresas que pleiteavam a organização do evento também tinham, mas as confirmações só podem ser feitas após definição do vencedor. Como demorou muito, agora há outras cidades na disputa pela mesma data e estamos tentando convencê-los de que a Expoagro de Franca, por seu alcance, merece tê-los em seu palco.”
Rodrigo defende a antecipação das datas em que a associação responsável pela promoção da feira define o organizador da parte artística. “Hoje, é uma guerra conseguir encaixar os artistas de ponta que o público espera ver. Com mais prazo, tudo ficaria menos complicado.” Ele cita exemplos como a Festa da Soja, de São Joaquim da Barra, que anunciou suas atrações com três meses de antecedência; o Escarpas Folia, de Capitólio (MG), que acontece em abril e divulgou quem seriam os artistas da festa em novembro; e a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, que lança sua pré-programação com cerca de um ano de antecedência.
Outro desafio lembrado pelo empresário é manter os preços populares dos ingressos. “Temos que lutar também para conseguir patrocínios que viabilizem os ingressos a preços populares”, disse.
Muitas vezes, o valor do ingresso não cobre o cachê do artista e a diferença tem que vir dos patrocínios. “Franca é a cidade que tem o ingresso mais barato do Brasil, o que se aplica inclusive para os produtos oferecidos na praça de alimentação.” Para conseguir manter o preço baixo, o empresário aposta na atração grandes marcas para o recinto do parque “Fernando Costa”.