A busca por um corpo que seja esteticamente perfeito sempre foi um dos objetivos da grande maioria de homens e mulheres que olham nas revistas ou veem na televisão corpos torneados. Na tentativa de alcançar este objetivo, é normal que pessoas se submetam a inúmeras práticas. Desde dietas malucas, passando a uma rotina de exercícios digna de um treinamento militar. Porém, tem coisas que nem a mais radical das dietas e nem o treinamento mais pesado conseguem alterar, e é aí que entram as famosas cirurgias plásticas. Uma das opções mais requisitadas por milhares de pessoas é a cirurgia mamária. Porém, o caso dos silicones franceses da marca PIP (Poly Implant Prothesé) colocou dúvida e medo na cabeça de quem pretendia aumentar ou corrigir o formato dos seios. É para recolocar o pingo no “i” que o Se Liga desta edição foi planejado.
Para começo de conversa é necessário saber como uma prótese mamária é feita e quais as diferenças. “Os americanos usam muito uma prótese com uma solução salina em sua composição. Ela é mais maleável e tem um grande risco de escorrimento, caso a membrana fure”, explica Eurípedes José Mota, doutor especialista em cirurgia plástica. “Aqui no Brasil, o modelo mais utilizado é o silicone em forma de um gel muito coeso. Em caso de uma microruptura, o conteúdo não escorre. É muito mais seguro.”
Eurípedes também relata que tipo de pessoas mais procuram esta cirurgia. “As mulheres que recorrem ao implante querem basicamente duas coisas. Ou reconstruir o seio ou aumentá-lo. Nos dois casos é preciso ter em mente que a pessoa irá se submeter a um procedimento médico e como tal apresenta vários riscos, mas no geral é muito tranquilo”, afirma.
Com a colocação das próteses é preciso cuidado. “As próteses modernas conseguem aguentar um impacto de até 400 toneladas sem sofrer danos. Caso a pessoa sofra tal impacto, a última coisa que ela vai se preocupar será com a prótese pois é uma força muito grande”, comenta o médico.
O silicone mamário tem uma vida útil aproximadamente de 10 anos. Depois desse período, a troca é necessária para evitar problemas de desgaste. Se você está considerando passar pela cirurgia, o especialista explica: “O caso da PIP foi algo separado, de pura má-fé. Aqui no país temos, pelo menos, três grandes fabricas que produzem próteses muito boas. E a questão de realizar uma cirurgia plástica envolve muito mais que simplesmente a silhueta corporal. Envolve bem estar, autoestima, conforto e muito mais. O simples fato de sentir-se bem com seu corpo é sim uma questão de saúde.”